ACABOU-SE O QUE ERA DOCE.
Mais uma vez o Santos entrou em campo para jogar um clássico sem espírito de clássico. Era notável a doação de todos do São Paulo na marcação para dificultar o toque de bola do Peixe, exatamente como aconteceu contra o Corinthians no penúltimo clássico.
O Santos não pode se dar ao luxo de ter 2 ou 3 jogadores que só atacam. Pet e Marcos Aurélio são duas estátuas no campo do adversário quando ele está com a bola.
Do outro lado, todos dão combate no meio de campo e vice-versa, inclusive o primeiro gol do São Paulo saiu dos pés de um zagueiro que deixou 3 jogadores do Santos no chão. Ou seja, é praticamente uma laranja-mecânica.
Esse é o espírito e o estilo de um grupo que quer e pode ser campeão Brasileiro. O elenco até pode ser pequeno, mas os jogadores precisam ser versáteis e ter o desejo de vencer. Que saudade do Elano…
Entramos para jogar apenas nos contra-ataques que gerou alguns lances de perigo, mas o goleiro mais largo do campeonato garantiu a invencibilidade até os 46 do segundo tempo.
Como o Luxemburgo e alguns jogadores já jogaram confete no São Paulo após o jogo reconhecendo a superioridade do líder do campeonato, não tenho mais nada a dizer.
Sobre as frescuras que acontecem dentro de campo. Richarlyson agora, conseguiu um advogado-goleiro do tipo: “- Ah, conta tudo pra sua mãe quico!” E o intocável do São Paulo se esqueceu do esporte que pratica. Quem não se xinga dentro de campo?
As frescuras são tantas que até passam para as peladas de final-de-semana. – Não quer contato físico vai jogar vôlei!
Pra que fui dizer isso? O “cai-cai” ficou tão furioso que queria me bater, ou melhor, arrancar meus cabelos.
Voltando ao clássico, acho que o sonho acabou. O São Paulo com suas Chiquinhas, Popis e Donas Florindas, já levou o Campeonato Brasileiro e nos resta apenas, terminar a classificação no grupo da Libertadores.
Torcida Santista… Feliz 2008.
LENHA NA FOGUEIRA IV !
LENHA NA FOGUEIRA III !
LENHA NA FOGUEIRA II !
LENHA NA FOGUEIRA!

PRA DESCER TODO SANTO AJUDA, EXCETO NOSSA SENHORA DE MONTE SERRAT.
No feriado da padroeira de Santos, Peixe soma 3 pontos e se mantém no topo da tabela.
Como de costume, o Juventude veio à Vila Belmiro disposto a voltar pra casa com apenas 1 ponto.
Todo fechadinho, o time de Caxias ficou o tempo todo esperando uma brecha pra tentar surpreender o goleiro Roger que numa defesa de pura sorte, garantiu o 0x0 até o final do primeiro tempo.
O Santos também teve suas chances, aliás, bem mais que o time visitante com muito mais volume de jogo, apesar das ausências de Kléber (na seleção), Pedrinho e Maldonado.
Kléber Pereira, ainda no primeiro tempo, desperdiçou uma daquelas chances que ele mesmo, jamais pensou que perderia. Quando menos esperava a bola estava embaixo dos seus pés de cara pro gol, mas reflexos de Marcos Aurélio acontece com os melhores atacantes. Tudo bem, está perdoado.
No começo da segunda etapa, o técnico Luxemburgo resolveu colocar o poupado Pet pra melhorar um pouco o toque de bola e a criatividade pra furar o bloqueio do Juventude. Petkovic que foi o único a levar 6 pontos do último jogo do Peixe (todos no supercílio após uma trombada).
Marcos Aurélio também entrou no lugar de Vítor Júnior, mas a etapa final não foi muito diferente da primeira tirando o gol espírita no aniversário da Santa da cidade.
Renatinho rebateu uma bola na área e o zagueiro gaúcho tentou tirar de cabeça, mas uma força superior empurrou a bola pra dentro das redes.
Num sábado em que a promoção da “Fantástica Fábrica de Chocolates” garantiu um bom público na Vila e a bola teimou não entrar no gol, o Peixe fez a lição de casa, somou 3 pontos e se manteve no G4 do Brasileirão.

NO PÓDIO DO BRASILEIRO.
A história se repete mais uma vez. O Peixe entra sonolento e começa o jogo atrás no placar contra o time do abusado Adriano e o habilidoso ala esquerdo Alex. Nunca fui de falar bem de jogadores de outros times aqui no Blog, mas esse tal Alex que veio do Guarani, eu queria ver jogando no Santos, como queria ver sempre o Renatinho no lugar do Marcos Aurélio.
O atacante que tem a cara e os trejeitos do Robinho, deu outra objetividade ao Peixe e criou ótimas chances de gol mostrando ter melhor entrosamento com Kléber Pereira.
Na entrevista coletiva do técnico Luxemburgo, ele afirmou que o Renatinho é um jogador jovem com altos e baixos e que ainda precisa se firmar. Concordo e assino embaixo, mas depois daquela semifinal de Libertadores contra o Grêmio e a partida de ontem, não me resta dúvida que o Marcos Aurélio precisa melhorar muito pra vestir a camisa 7 novamente.
Roger não comprometeu no lugar do afastado Fábio Costa, apesar de achar que o único gol colorado era defensável.
Com um placar construído no primeiro tempo, o Santos demonstrou reação imediata e virou o jogo antes de ir para o vestiário.
Na etapa final, Pet cansou, Adoniran teve câimbra e o Santos pedia pra ser pressionado perdendo o meio de campo. Eram óbvias as entradas de Tabata, Vítor Júnior e Adriano que melhorou muito o ritmo do jogo.
O Santos fez seu papel, ganhou, teve sorte com as derrotas do Vasco e Cruzeiro e hoje está no pódio do Campeonato Brasileiro.
Me chamou a atenção a entrevista, ou melhor, o desabafo do lateral Kléber ao término da partida revoltado com um suposto jornalista que teria chamado o time ou ele de “vagabundos”. E ontem mesmo, no Blog do Luxa, lí sua resposta ao Sr. Juca, que todo mundo sabe que é corinthiano.
Hoje vivemos uma nova fase na crônica esportiva onde narradores, comentaristas e até mesmo “papagaios de pirata” escancaram suas preferências futebolísticas, mas que na minha modesta opinião, está passando dos limites e da ética esportiva.
Até bandeirinhas ou ex-assistentes desinibidas estão indo assistir jogos em privilegiados camarotes. Agora, imaginem a confusão que vai ser quando a Ana Paula bandeirar um jogo do Santos.
Se existe um lugar para ser parcial, este lugar é aqui, exatamente neste Blog e nos demais Blogs dos Torcedores do Globo Esporte. Então meus caros: Jucas, Míltons, Chicos e Robertos… Morram de inveja.
E ah, meus amigos Blogueiros... Melhor a gente cuidar direitinho dos nossos tapetes.

NO PÓDIO DO MUNDO.
Pois é meus amigos, depois da tempestade vem a calmaria, então está aí a lista do Ranking Mundial divulgado ontem pela Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS).
Não me perguntem os critérios de avaliação, mas como mencionei anteriormente e para os palmeirenses e corinthianos que não sabem, o Peixe possui uma infinidade de taças de torneios internacionais que não são títulos mundiais e muito menos disputados no Brasil. E que no meu entender, deve valer para a construção deste ranking.
Esta lista pode até não servir pra nada, mas é ótima para enxaqueca e dor de cabeça após um final de semana para ser esquecido.
O Sevilla lidera com 303 pontos, 12 a mais que o Chelsea. A terceira colocação é do bicampeão paulista Santos, melhor brasileiro no ranking. Depois vem o São Paulo, em 17º lugar, mas à frente de clubes poderosos, como por exemplo o Real Madrid (33º). O clube brasileiro pior colocado é o Palmeiras, que vem na 266ª posição.
1. Sevilla - 303 pontos
2. Chelsea – 291
3. Santos - 284
4. Boca Juniors – 270
5. Manchester United – 266
6. Colo Colo - 263
7. Milan – 247
8. Liverpool – 257
9. Roma – 242
10. Inter de Milão – 235
Site da IFFHS

“CLÁSSICO É CLÁSSICO E VICE-VERSA”.
Infelizmente me esqueci desta sábia frase dita pelo ex-jogador do Grêmio Jardel e me deixei levar pelo entusiasmo da torcida do Santos e até da imprensa rotulando o Peixe como favorito para o clássico de domingo no vazio Pacaembu. Depois de vários exemplos, minha paixão por esse clube não permitiu que lembra-se de que ninguém ganha nada apenas no papel.
Tudo soava a favor, um time sem técnico, sem diretoria, em crise e uma escalação com 3 zagueiros e 3 atacantes. O que o Luxa não contava era que o time todo do Corinthians estava ordenado a se doar. Correr os 90 minutos de forma igual e congestionar o meio-campo que teoricamente seria do Santos por ter melhor elenco naquele mesmo maldito papel.
Ele tentou de tudo, colocou Vítor Júnior, Tabata e até o Renatinho que só entra em fogueira, tentando ganhar mais mobilidade para fugir da determinada marcação do Corinthians e nada adiantou.
No lance do primeiro gol, que aliás, foi daqueles gols que pra você fazer de novo, só conseguindo uns “continues” ou “vida bônus”, quero saber onde estava a barreira que o Fábio Costa não pediu. Isso mostra desconhecimento ao time adversário ou menosprezo mesmo. Será que ninguém sabia que o garoto do Terrão chuta bem de fora da área? Garoto esse que sozinho, fez o dele, salvou outro em cima da linha de cabeça e ainda tirou o Adaílton de campo e da próxima partida.
Sem querer justificar a derrota, acho que o mesmo Maldonado que falhou no segundo gol, foi solado no lance anterior da falta do Rodrigo Souto que gerou o primeiro gol do Corinthians.
Quanto ao Marcos Aurélio, não vou comentar nada sobre alguém que nem tocou na bola e antes que apareça a “Sociedade Protetora dos Marcos Aurélios” vou ficar na minha e tentar esquecer quando acaba o seu contrato.
Sou torcedor, tenho que apoiar e tenho o direito de criticar também, pois pago ingresso e pay per view, que não é nada barato, mas que o Santos esse ano não chega a lugar nenhum, isso é fato. Anos ímpares não constumam ser muito bons para o Peixe que quebrou o protocolo esse ano sendo campeão estadual, então acho que está de bom tamanho.
Só lembrando... Antes de fazermos campanhas “Fica Fulano” ou “Fica Beltrano”, vamos pensar em quem realmente quer jogar no Santos e não naqueles que utilizam este clube, apenas como trampolim para a Europa.
Mauro McFly nasceu em Santos/SP há 30 anos e aos 16, largou as categorias de base do Santos F.C. para ser publicitário. Freqüentou as melhores escolas públicas da região e hoje coleciona passagens por importantes agências de propaganda entre Santos e São Paulo como diretor de arte. Em 2001, venceu o Prêmio Apple de Criatividade e um ano depois, foi escolhido para integrar a delegação nacional Young Creatives no Festival Internacional de Cannes na França.