GloboEsporte.com

Blogs e Colunas

Vanderlei Luxemburgo

Topo do Blog
  1. 20/03/2008


    Se, não fosse, a porcaria, da falta, de oxigênio, o Santos, venceria, o jogo, e eu, não precisaria, escrever, com tantas, vírgulas, pra ninguém, morrer, sufocado, tentando, ler, um título, tão longo.

    Ufa, não foi fácil. Na pista de motocross de Oruro, o técnico Leão surpreendeu a todos ao entrar com o 4-3-3, e mesmo assim, conseguiu sair na frente aos 7 minutos do primeiro tempo com um golaço de cabeça (mais um) do Kléber Pereira.
    O que não durou muito, porque o projeto de time de futebol boliviano, explorou desde o início do jogo, o ritmo forte em cima das dificuldades do Peixe e na base dos trancos e barrancos (mais barrancos que trancos), empatou e conseguiu virar o placar quando o Santos não apresentava mais poder de reação.
    Faltaram pernas e pulmões no segundo tempo, mas principalmente, pontaria no primeiro. Isso fez com que o técnico Leão perdesse a paciência com o Sebastián e optasse por trocá-lo por mais um zagueiro, alterando para o 5-3-2.
    O próximo a consumir o restinho de paciência do técnico, foi Marcinho Guerreiro e seus passes errados. Troca por Anderson Salles que precisou de cinco minutos para transformar o Leão em uma arara na beira do gramado.
    Entrou muito mal, não conseguiu marcar o jogador que fez o segundo gol do San José e foi substituído por Mariano Trípodi, voltando novamente para 4-3-3, no esquema sanfona da Vila.
    Bom, sem querer usar trocadilhos, a essa “altura” da partida, a falta de oxigênio já atrapalhava até o raciocínio dos jogadores do Santos, e num lance isolado, o Evaldo cabeceou uma bola contra o gol do Fábio Costa, sem saber mais em qual time jogava... Esse zagueiro é um perigo.
    Não quero pegar pesado com o time, porque imagino as adversidades que a equipe enfrentou pra jogar a 3.700 metros de altitude, mas o time do Evo Morales é muito ruim. Pelo amor de deus, tá louco! Tanto que foi sua primeira vitória contra um time brasileiro na Libertadores da América e ah... se não fosse o juiz sem vergonha, que deixou de marcar aquele pênalti claro no Kléber Pereira, o Santos voltaria pra Baixada com no mínimo um pontinho.
    Na Vila eles estão perdidos. Hasta la vista!

  2. 19/03/2008


    Apnéia pra Peixe é fichinha.

    Após uma viagem longa e cansativa, o Santos está na Bolívia, aguardando o jogo de logo mais contra o San José.
    Olha, foi bem difícil achar alguma coisa referente ao San José na internet, que o globoesporte.com não tenha anunciado, mas pelo que li, parece que estou mais por dentro do adversário do que a própria equipe do Santos.
    San José é o time da cidade de Oruro que fica a 3.700 metros acima do nível do mar, seu torcedor mais ilustre é o presidente Evo Morales (amiguinho do Maradona), foi o último campeão boliviano, seu Carnaval é bem famoso por aquelas bandas, possui um jogador brasileiro naturalizado (Alex da Rosa, o melhor do time), tem um estádio com capacidade para 28 mil pessoas e a sua camisa, em azul e branco, lembra muito o uniforme do Vélez Sársfield da Argentina (aquele mesmo que derrotou o São Paulo na final da Libertadores de 94).
    O Molina andou declarando que jogar nessa altitude é desumano, e ele está coberto de razão. Não que eu já tenha jogado nessas alturas, mas basta você ver um desses programas de TV, que mostram o drama e os sacrifícios, pelo qual um alpinista é obrigado passar para chegar a picos de montanhas, que às vezes, são até mais baixas do que a cidade de Oruro.
    Para o Santos ter condições de jogar de igual pra igual com a equipe da casa, o elenco teria que estar lá, há no mínimo uma semana. Tudo isso para que os jogadores possam se adaptar à escassez de oxigênio que esta altitude proporciona.
    A pouca quantidade de oxigênio, obviamente, além de dificultar a respiração, torna a resistência do ar muito mais baixa, transformando qualquer chutinho de moça, nas mais potentes bombas do Pepe.
    É bem provável que o técnico Leão utilize as três alterações, logo no intervalo do jogo, e para os que ficarão em campo até o final do segundo tempo... existe uma frase do rei das gafes futebolísticas, Jardel, que resume tudo: “Eu não chegaria naquela bola nem se tivesse “dois” pulmões”.
    Em ocasiões como esta, o melhor a fazer, é armar uma equipe plantada com jogadores guardando posição a maioria do tempo, poupando energia e explorando contra-ataques com algum armador que saiba lançar (no caso, o Molina) ou na base do toque de bola mesmo, caso o adversário deixe jogar.
    Tá, mas e os atacantes? Vão morrer correndo atrás de lançamentos?
    Vão, mas aí você concentra as três substituições no setor ofensivo.
    Mas com um esquema plantado, o número de faltas cresce e de cartões também não acha?
    Claro, mas o 4-3-3 que o Santos joga no Paulistão, não é o mais adequado para levar para Bolívia. Três atacantes é muito pra quem não vai conseguir correr direito e assim dá pra reforçar o sistema defensivo, ou seja, um 4-4-2 ou o 5-3-2 acho que funciona mais.
    Pô, mas aí você deixa o time recuado?
    Recuado não, adaptado a condição apresentada de jogo. Com todas as adversidades que o jogo reserva, não se iluda esperando uma partida maravilhosa de se ver, e sim, 90 minutos de muita paciência. Se o Santos conseguir um empate na apnéia de Oruro, posso dizer que será o pontinho mais suado e valorizado do ano, agora, se vencer... aí então, o Peixão fará jus ao seu mascote, colocando seu sistema de respiração branquial pra funcionar e demonstrando que a nossa espécie é realmente capaz de arrancar oxigênio de lugares que parecem não ter.

    Santos sempre Santos!

  3. 17/03/2008


    Ilustração: Lucas Romano.

  4. 16/03/2008


    “PERCA BARRIGA, NÃO PERCA GOLS”.
    Pergunte ao Kléber Pereira.


    Valeu a torcida! Agora o Peixe está a apenas três pontos do G4 e mais vivo do que nunca no Campeonato Paulista.
    Mais uma vez o excesso de gols perdidos pelo ataque do Santos transferiu toda a responsabilidade da vitória para o goleiro Fábio Costa. Sempre o critico por tomar gols bobos dentro da pequena área, mas embaixo das traves, não há dúvidas que ele é um baita goleiro. Fez ótimas defesas e uma a queima roupa que garantiu os três pontos.
    A torcida enfrentou chuva e frio para ir ao estádio Bruno José Daniel e ainda teve que esperar pela chegada da ambulância que insistia em atrasar o início do jogo. Lamentável e uma p... falta de respeito com todos. Principalmente com o torcedor do São Caetano, que depois daquela fatídica noite no Morumbi, presenciou a última partida do zagueiro Serginho, justamente por não haver um atendimento adequado no momento.
    O goleiro do São Caetano que é a cara do Marcelinho Carioca, começou a ter trabalho após os 25 minutos do primeiro tempo, depois que o Santos passou a dominar a partida e abafar as tentativas do Azulão.
    Com Sebastián Pinto de botinha ortopédica e Molina mais uma vez inspirado, o Peixe criou uma bagatela de oportunidades de gols e como todos sabem, uma centena de chances perdidas novamente.
    Novidades à parte, o jogo foi se arrastando e o Peixe conseguiu uma vitória importantíssima com um gol de barriga (pra não dizer outra coisa) do ex-barrigudo Kléber Pereira (ainda tem uma pochete, mas se for pra empurrar a bola pra dentro do gol, tudo bem).
    Agora, a próxima etapa da “operação milagre”, será contra o líder Guaratinguetá e na seqüência, o clássico contra o Corinthians na Vila Belmiro. Todos confrontos diretos pela escalada na tabela.
    Acompanhando Palmeiras e São Paulo pela TV, estrategicamente era mais interessante para o Santos, a vitória dos “bambis” ou até mesmo um empate, mas depois de ver a entrevista coletiva do “nadador de aquaplay” ou “jóquei de pônei” diretor do São Paulo, achei que 4 a 1, foi é pouco!
    Com a maior cara de pau, o “gandula de pebolim barbudo”, chorou, chorou e deu a entender que o time do estádio panetone, nunca é favorecido pela arbitragem... tadinhos não? Puxa vida, que triste.
    Desculpem-me amigos santistas por ter gasto tantas linhas do Blog para escrever sobre donzelas que não sabem perder, mas existem coisas no futebol que me fascinam e ao mesmo tempo me indignam. Futebol é coisa séria p...! Não é a camisa que ganha jogo e se os zagueiros deles não sabem que em campo molhado não se dá carrinho dentro da área, o problema não é meu, nem do juiz e nem de ninguém!
    Bom, esfriando um pouco a cabeça, chegou a hora de colocar a bandeira na janela, ir trabalhar com a camisa do Peixão e principalmente, acreditar.
    O jogo de hoje, valeu pelos primeiros três pontos fora de casa, valeu pela aproximação do G4, valeu pelo décimo gol do Kléber Pereira, que agora é vice-artilheiro e mais do que nunca, valeu para ver o zagueiro Rogério Pedalada, sair de campo debaixo de um só coro: “Robinho! Robinho! Robinho!”



    Ps. Veja só que ironia do destino... o Kléber Pereira pegou o sobrenome do Sebastián e fez o gol mais esquisito da rodada, mas também não seria errado dizer que o gol foi marcado de cabeça, não é mesmo?

  5. 16/03/2008


    Agora é a hora.
    Hoje contra o São Caetano, no estádio Bruno José Daniel em Santo André, o Santos tem a chance de somar seus primeiros três pontinhos fora da casa.
    Chega a ser estranho, pois só faltam cinco rodadas para o final da primeira fase, mas se o Peixe tem alguma pretensão em se classificar para a semifinal do Campeonato Paulista, precisa vencer o jogo de hoje nem que seja de ½ a zero.
    O G4 está embolado e nada é previsível, olhando o Corinthians que ontem empatou com o Juventus e o clássico de hoje, entre São Paulo x Palmeiras, que pode definir o futuro dos grandes na próxima fase do campeonato.
    O lado bom é que parece que o time está pegando uma forma de jogo, por mais que seja limitado, e ainda temos alguns confrontos diretos pelo topo da tabela como o clássico contra o Corinthians.
    Já o lado ruim, é que o saldo de gols do Santos é muito baixo: apenas 2. E isso não é nada bom quando empatar em número de pontos na tabela com algum time que tenha um saldo melhor.
    Então meus amigos, se ainda temos chances e podemos acreditar, essa hora chegou. Hoje contra aquele mesmo time que no ano passado, vencemos e levantamos o caneco, começa uma nova fase para o Peixe dentro do torneio mais curto da temporada.

    Rodrigo Souto de volta.
    Quando a situação parecia que ia ficar mais ruça do que estava, os russos resolveram desistir da contratação do volante mais preciso do futebol brasileiro e a nossa proteção da zaga está de volta.
    Ele até pode estar um pouco frustrado e chateado, mas acho que para o próprio Rodrigo, foi até bom a negociação não ser concretizada por dois fatores: o futebol russo é pouco para o seu futebol e num futuro próximo, algum clube espanhol ou italiano, vai bater na porta da Vila e levá-lo por uma quantia até maior do que os bebedores de vodka ofereceram.
    Jogue sua bola, volte a vestir esta camisa com a mesma garra, e não se preocupe porque a janela do Brasil é muito maior do que da Rússia.

    Bolívia.
    O próximo jogo do Santos na Libertadores contra o San José na Bolívia, preocupa porque será disputado a 3.700 metros acima do nível da Baixada e o técnico Leão anda indignado, e com razão, sobre o fato de algumas regras instituídas pela FIFA, não serem aplicadas para todos os campeonatos.
    A essa altitude, baseado em depoimentos de um amigo que é alpinista, posso garantir pra vocês, que é humanamente impossível ir jogar normalmente sem uma climatização de no mínimo uma semana. Ou seja, disputando dois jogos por semana, a única solução que vejo, é pegar a gordura do elenco do Santos e montar um time B que possa ir passar uns dias nos Andes (isso, se alguns patrocinadores permitirem).
    Convenhamos, é muito melhor um time B inteiro contra um time de pouca expressão do que um time A ofegante, sem oxigênio e colocar a saúde de todos os atletas em risco.
    Só não coloco a possibilidade de brigar juridicamente com a Conmebol, porque isso não é solução, é perda de tempo.
    Infelizmente, hoje em dia os interesses comerciais que movem o futebol, incluindo federações, confederações e patrocinadores, são muito maiores do que até a própria integridade física dos jogadores.

  6. 14/03/2008


    Tudo Azul.

    Infelizmente hoje, o caótico trânsito de São Paulo me impediu de chegar em casa a tempo de assistir ao jogo do Peixe contra o Mirassol, e fui obrigado a ouvir quase toda partida por uma rádio com mais chuviscos do que fora do carro.
    Sabe como é né? Quando se está próximo da Avenida Paulista, você escuta até os sinais de extraterrestres, menos uma maldita rádio para acompanhar o jogo decentemente.
    Bom, chegando em casa, só tive tempo de ver os melhores momentos e alguns comentaristas afirmando que o Marcinho Guerreiro teria sido o melhor jogador da partida... pensei: nossa! Alguma coisa tá errada. Deve ser por isso então que caiu essa chuva toda hoje.
    Agora pergunto pra vocês: essa informação procede? Comentem e me convençam disso, por favor.
    Voltando aos melhores momentos, se é que pode ser chamado assim, o que foi aquele lance bizonho do Sebástian na cara do gol? Meu deus do céu, desculpe o trocadilho da palavra, mas bota esse pé na forma o mais rápido possível antes de começar a ficar chato (minha mãe costumava dizer que por eu ter usado botinhas ortopédicas quando criança, não poderia ser jogador de futebol. Agora, se o chileno tem pé chato eu não sei, mas que é bem torto, ah... isso é).
    Deixa ver se entendi direito o que vi em relação aos uniformes. O Mirassol jogou com a camisa número um e o Santos com a número três dentro de casa, foi isso mesmo? Tudo bem, tudo bem... não vou ser tão chato dessa vez, valeu para estrear a camisa azul recém-lançada, que particularmente, gostei bastante.
    Mais uma vez, a virada de 2 x 1 foi espetacular. Se nesse time falta técnica e pontaria, sobra garra e disposição. Se ainda temos chances? Difícil, mas depois dessa recuperação e daquela final contra o São Caetano, dá pra duvidar dessa camisa?

    Ps. Quanto ao assunto Rodrigo Souto, que palhaçada não? Comentem.

    Santos sempre Santos!

  7. 12/03/2008

    Páginas da Vila.

    Não, não... este post não é sobre nenhuma novela das oito, e sim, sobre grandes obras literárias feitas sobre o alvinegro de Vila Belmiro.
    Abaixo, separei alguns títulos, que também poderiam estar no Memorial das Conquistas, mas no momento, estão sobre meu criado-mudo.
    Mais do que dicas de uma boa leitura, esses 4 livros são indispensáveis para qualquer torcedor, que busca saber um pouco mais sobre a rica história do nosso Santos Futebol Clube.
    Costumo dizer que ler sobre o Peixe, é como fazer uma viagem no tempo literalmente falando, não só porque a maioria deles abordam o passado do glorioso, mas sim, porque naquela época, quase todas as transmissões dos jogos eram feitas via rádio.
    Tornando então, a imaginação de cada torcedor santista, ativa sob cada palavra emitida pelo narrador esportivo.


    Time dos Sonhos
    Odir Cunha

    Para muitos críticos esportivos, Time dos Sonhos já é considerado a “bíblia” do Santos ou o livro mais completo sobre a história do glorioso alvinegro praiano.


    Donos da Terra
    Odir Cunha

    Este livro conta a história completa e todos os fatos que antecederam a primeira maior conquista do Santos Futebol Clube: o Campeonato Mundial de Clubes de 1962.


    Dicionário Santista
    José Roberto Torero

    De A a Z, Torero conta detalhes e curiosidades do Peixe de uma forma divertida e aleatória, pulando de assunto em assunto sem seguir nenhuma ordem cronológica.


    Profissão Campeão
    Vanderlei Luxemburgo e Ingo Ostrovsky

    Saiba tudo e entenda porquê, o Campeonato Brasileiro de 2004, foi considerado pelo próprio Vanderlei, a conquista mais difícil de toda sua carreira.

  8. 10/03/2008

    Uma paixão sem procedente.

    Voltando um pouco no tempo, mais precisamente à uma rodada no Campeonato Paulista, sem querer acabei escrevendo sobre o garoto Edinho, que até então, só existia na minha imaginação.
    Hoje, vasculhando um pouco de informação pela manhã na internet, tive o prazer de encontrar e até me emocionar com a menina Maria Beatriz de apenas 10 anos. Porque além de enxergar nela, a imagem do garoto Edinho, vi em sua espontânea reação, a resposta de uma pergunta que ninguém jamais será capaz de responder com palavras... o mais puro gesto de alguém que simplesmente ama.


    “A paixão pelo time é surpreendente, porque ninguém na família é santista. Quando ela tinha 2 aninhos de idade, ela foi comigo em uma dessas lojas que vendem linhas para bordar e lá tinham várias toalhas de times de futebol. Ela perguntou: aquela é de qual time mamãe? Então respondi: é do Santos, filha! E ela completou: Então eu sou do Santos!”
    Ana Maria Rufato Furukawa. Mãe de Maria Beatriz.

    Essa foto foi tirada no Estádio Frederico Dalmaso, na Cidade de Sertãozinho, no dia 1º de Março de 2008. Maria Beatriz se emocionou ao ver o Santos Futebol Clube entrar em campo pela primeira vez.

    Fonte: Site oficial Santos F.C.

  9. 10/03/2008


    Vitória suada.

    Quando alguém fala em noroeste, logo lembro daquele tempo quente e abafado que é muito comum nos verões santistas. Que aliás, é a única coisa que não sinto falta da minha cidade natal. Tá louco! Em dias assim, parece que a Terra troca de lugar com Mercúrio e só técnico de ar-condicionado ou vendedor de raspadinha que ficam contentes.
    Voltando ao Noroeste de Bauru (cidade do primeiro time de Pelé), o time do histérico técnico Márcio Bittencourt, trouxe para a Vila Belmiro uma sequência de sete jogos sem derrota e o calor necessário para fazer do duelo contra o alvinegro praiano, mais um jogo quente pela 13ª rodada do Campeonato Paulista.
    Gostei da iniciativa do Peixe, que logo aos 3 minutos mostrou o cartão de visitas e saiu na frente com um gol de Betão. A bola foi desviada diga-se de passagem, mas e daí? Bola dentro da rede é gol do mesmo jeito.
    Não digo que gostei simplesmente pelo gol, e sim pelo volume de jogo. Bauru pode até ser quente, mas quem abafou o jogo foi o Peixe. Marcou no campo de ataque, teve mais a posse de bola e deu folga nos 30 minutos iniciais para o Fábio Costa, que mal pegou na bola.
    Fiquei mais feliz e satisfeito ainda, em ver o Molina jogar bem novamente. Entrou ligado na partida e fez ótimos passes para Kléber Pereira e o sonolento estreante Sebástian Pinto.
    No Chile, os bandeirinhas devem ser piores que os nossos né? Já imaginou? (risos) Calma Sebástian, eu tô brincando. Esses flagras consecutivos de impedimento de um atacante, é típico de quem ainda não tem ritmo de jogo. Basta lembrar do Kléber “Botijão” Pereira no início da temporada... aparecia mais em impedimento do que o Roger nas páginas de Caras.
    É bem verdade que o Molina cansou, mas tem um porquê. Com o domínio do Noroeste no finalzinho da primeira etapa e início da segunda, o técnico Leão mandou ele ajudar na marcação e no combate no meio de campo. Coisa que o meia colombiano não está acostumado... correu, correu, tentou marcar, cansou e foi substituído pelo japonês muito louco.
    Ainda no primeiro tempo e em um de seus últimos passes, Molina deixou Kléber Pereira na cara do gol que fez questão de dar um toquinho a mais, só pra ficar mais difícil de fazer... Golaço! Santos 2 x 0.
    Tudo se encaminhava para ser um partida perfeita, até o Norusca começar a gostar do jogo e diminuir a diferença antes de ir para o intervalo. O Santos se acomodou com a vantagem e como dizia um antigo técnico: “O placar de 2 x 0 é o resultado parcial mais perigoso que existe”.
    E é mesmo, esse “perigoso” pode ler como “ilusório” ou “enganoso”. Quando você acha que está com o jogo na mão, sem perceber acaba amaciando para o adversário e é exatamente aí que ele cresce.
    O segundo tempo começou e as posturas continuavam as mesmas até acontecer o que todo mundo temia: Noroeste empata em mais uma bola levantava onde? Isso mesmo... na pequena área. Bom, mas isso não é novidade pra mais ninguém não é mesmo Fábio?
    Ainda bem que o bandeirinha dançarino resolveu aconselhar o juiz da partida a marcar o toque de mão do zagueiro norusca, e a partir daí com a expulsão do técnico Márcio Bittencourt e o desequilíbrio emocional da equipe do interior, só deu Santos.
    Parabéns as mulheres santistas que lotaram a Vila com um público de 12 mil pessoas e parabéns mais uma vez para o técnico Leão. Que achou a melhor posição para o Wesley jogar, deslocou o Betão para reforçar a esquerda e colocou o Marcelo com seus 1 metro e oitenta e pouco para marcar o grandalhão que entrou no time do Noroeste.
    E pra finalizar, gostaria de desejar muita sorte para o nosso guerreiro Rodrigo Souto em sua futura batalha em terras russas. É uma pena ver o futebol brasileiro à venda todos os meses do ano e os clubes impotente$ perante esse tipo de situação, mas além desse dinheiro não fazer mal para os cofres do Santos, o Rodrigo é um daqueles sujeitos de quem não podemos falar absolutamente nada, a não ser desejar tudo de bom, uma boa sorte e deixar os portões da Vila Belmiro sempre abertos pra ele.

  10. 08/03/2008


    Dia internacional das Sereias.

    Essa semana, o clima em São Paulo insistia em afirmar qual seria o próximo adversário do Santos no Campeonato Paulista.
    A baixa umidade do ar, temperaturas beirando os trinta e poucos graus e o calor em excesso, só confirmaram a vinda de um “forte” noroeste pelas bandas da Baixada Santista.
    Se ele é forte o suficiente para derrotar o Santos dentro de casa, eu não sei. Aliás, sobre o Noroeste, confesso que não sei nada pois estive ausente a semana toda por motivos de trabalho.
    Olha, não é fácil. Não agüento mais pizza, sanduíche e não sair da agência antes das 2 da manhã. Se você é publicitário, vai entender melhor o que estou dizendo, até porque deve saber qual é a diferença entre o redator e o diretor de arte não é mesmo? Para os que não sabem, eu explico... É muito simples, a diferença é que no futuro, o redator vira diretor de criação e o diretor de arte vira a noite trabalhando, sacou?
    E o pior de tudo é ter que ler comentários durante a semana do tipo:

    - Caramba, esse blog é muito parado, atualiza essa porcaria, você não tem vergonha na cara?

    Engraçado, falta de tempo agora virou sinônimo de não ter vergonha na cara (risos).
    Ainda bem que existem leitores conscientes e que sabem que geralmente, proprietários de blogs possuem outras atividades paralelas, têm esposas, filhos etc. Já disse uma vez e não vou repetir... Quer notícias o tempo todo? Se você não tem o que fazer, fica apertando o dia inteiro, o botão de “atualizar” na página da Globo.com. Simples não?
    Pode ter certeza que lá existem diversos profissionais capacitados que não vão te deixar na mão. Agora, aqui não. Aqui é só eu meu amigo, tenho que bater o escanteio e correr pra cabecear.
    E tem outra, se for pra escrever abobrinhas ou fofocas...

    - Olha, o Adriano chegou atrasado porque foi naquela boate sabe? (E eu com isso?)
    - Amiga! Você não sabe. O Ricky cortou e pintou o cabelo, você acredita? (Devia cortar a pescoço).
    - Gente, gente! O técnico Muriçoca vai jogar fechadinho hoje! (Pasmem).

    ...sinceramente? Prefiro ficar quieto.
    Bom, sem alongar muito, pois hoje será a primeira vez que vou brincar com meu filho essa semana, só quero desejar um feliz dia das mulheres para todas as santistas, para o time feminino do Peixe e principalmente para a minha esposa, que acreditem... um dia foi corintiana.
    Obrigado Nossa Senhora de Monte Serrat por conseguir convertê-la.

    Santos sempre Santos!

    Ps. Amanhã, mulher entra de graça na Vila.

Mauro McFly nasceu em Santos/SP há 30 anos e aos 16, largou as categorias de base do Santos F.C. para ser publicitário. Freqüentou as melhores escolas públicas da região e hoje coleciona passagens por importantes agências de propaganda entre Santos e São Paulo como diretor de arte. Em 2001, venceu o Prêmio Apple de Criatividade e um ano depois, foi escolhido para integrar a delegação nacional Young Creatives no Festival Internacional de Cannes na França.

2000-2007 Globo.com. Todos os direitos reservados.