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Vanderlei Luxemburgo

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  1. 22/04/2008

    E o “se” continua…

    As revistas insistem nas hipóteses ou nas suposições, mas quando o assunto da falta de assunto se baseia em números, não há como denegrir o glorioso.

    E se o Campeonato Brasileiro tivesse 119 anos como o Inglês?

    O Campeonato Inglês começou em 1889. Parou por quatro anos durante a Primeira Guerra e por sete na Segunda. Portanto, foram 108 edições no total.
    O Brasileiro começou em 1971, mas antes disso, foram disputados quatro edições da Taça Roberto Gomes Pedrosa, o "Robertão" (de 1967 a 1970), e dez da Taça Brasil (de 1959 a 1968), que reuniram as principais equipes do país.
    A revista Placar fez a contagem de títulos nacionais incluindo as três competições com 49 edições no total e projetou a média de conquistas de todos os clubes para 108 edições equivalentes ao Campeonato Inglês.
    Veja o resultado abaixo e confira quem o Peixe seria na Inglaterra pelo critério de número de títulos.



    Dessa vez o “se” se deu mal e se alguém ainda tem a cara de pau de escrever asneiras sobre esse clube, tem mais é que “se” f…

  2. 18/04/2008

    Haja coração!

    Logo após o teste para cardiáco no meio de semana na Vila Belmiro, comentei que se as coisas continuarem nesse ritmo, eu não passo das quartas de final. E coincidência ou não, hoje pela manhã quando abri o globoesporte.com, me assustei com a notícia de que o Presidente Marcelo Teixeira teria sido internado com suspeita de infarto aos 43 anos de idade.
    Ainda bem que foi só uma suspeita e o Presidente agora está em casa se recuperando.
    O mais curioso disso tudo é que ontem mesmo, o Superintendente do Santos FC, José Carlos Peres, me enviou um e-mail dizendo que o filme “96 anos banhados por glórias”, já estaria nas mãos do próprio Presidente que iria assistir à noite em sua casa e com toda família Teixeira.
    Agora, imaginem o que pensei alto depois de ligar os fatos:
    - Meu Deus! Matei o Presidente!

    Coincidências à parte, espero que esteja tudo bem, que o Presidente Marcelo Teixeira se recupere logo e é claro, tenha gostado do filme.





  3. 17/04/2008

    A homenagem aos heróis
    do Bi-Mundial nas novas bandeiras
    da Torcida Jovem.




  4. 17/04/2008


    “Quem veste seu manto se agiganta”.

    O jogo da noite de 16 de abril no campo de batalha da Vila Belmiro, não me deixou dúvida sobre a pertinência da frase que escrevi para o filme de homenagem aos 96 anos do Santos.

    Não me restam dúvidas também de que a Libertadores é uma competição ímpar e que se as coisas continuarem nesse ritmo, o Santos pode até chegar à final, mas certamente eu não passo das quartas. Haja coração!

    Sobre o jogo, era óbvio que o Cúcuta não iria a Santos com uma postura diferente do que a apresentada, já que tinha a classificação assegurada e sabia da necessidade do Peixe em vencer a partida. No pequeno gramado da Vila, eram duas linhas de quatro e seja o que deus quiser no contra-ataque.

    Agora, sobre o esquema tático, não posso comentar a respeito de algo que não existiu, e sim, apenas sobre a frustrada tentativa do técnico Leão em armar a equipe no 4-4-2, com o Tabata no meio para deixar o Molina mais livre na criação.

    O nervosismo e a ansiedade pelo resultado exterminaram qualquer estratégia ou esquema que o Leão possa ter planejado para a equipe, mas que de fora conseguiu enxergar a péssima partida que o japonês vinha fazendo e colocou o salvador argentino para segurar um zagueiro lá na frente, e conseqüentemente, ganhar mais espaço para as finalizações na entrada da congestionada área colombiana.

    A épica vitória no último jogo da primeira fase da Libertadores teve vários heróis: Marcinho Guerreiro, Betão (centrou bola melhor que muito lateral), Wesley, Rodrigo Souto, Kléber Pereira (mais uma vez decidiu), Trípodi e principalmente, Molina e Fábio Costa.

    Esse último nas duas vezes que foi exigido, na primeira não pegaria aquela bola do gol de falta nem se tivesse quatro metros de altura e na segunda, fez um verdadeiro milagre no chute do Urbano. Se a classificação tem alguns responsáveis, uma boa porcentagem é do goleiro alvinegro.

    Com quase 6 mil votos e 27% do total, “El Maestro” Molina ganhou o apelido da torcida do Blog do Torcedor, comandou a equipe, chamou a responsabilidade e mesmo com dores na coxa e nariz rachado, bateu no peito e disse que queria jogar até o fim.

    Parabéns para a Torcida Jovem e suas lindas bandeiras em homenagem aos grandes ídolos do Bi-Mundial.

    Parabéns para o Santos Futebol Clube pelos seus 96 anos de glórias e para todos os santistas.

    E para os que acham que todo santista vive de passado... apenas uma frase: “Tristes são aqueles que não sabem que a melhor coisa na vida, é ter uma bela história pra contar”.


    Agradecimentos especiais:

    Matheus Ruas - StudioFly
    Que dirigiu e produziu o filme: “96 anos banhados por glórias”.

    José Carlos Peres - Superintendente do Santos F.C.
    Por todas as palavras de apoio e reconhecimento.

    Pedro Ribeiro Coordenador Sportv
    Pela oportunidade de poder criar a vinheta do jogo Santos x Cúcuta no Sportv.


  5. 14/04/2008

    ESPECIAL 96 ANOS SANTOS FUTEBOL CLUBE

    Filme Comemorativo.


    Clique aqui para assistir ao filme que o Blog do Torcedor e Studio Fly prepararam em homenagem aos 96 anos do glorioso ou aqui para ver diretamente no YouTube.

  6. 13/04/2008

    ESPECIAL 96 ANOS SANTOS FUTEBOL CLUBE

    Pôster Comemorativo.


    Clique aqui para fazer download e imprimir seu pôster.

  7. 13/04/2008

    ESPECIAL 96 ANOS SANTOS FUTEBOL CLUBE

    Um orgulho que nem todos podem ter.


    Hoje, 14 de abril, é dia de vestir a camisa do Peixe e ir para o trabalho, mesmo que não tenha jogo, mesmo que seja uma segunda-feira e é com muito orgulho que vou dizer para qualquer um, seja para um simpático motorista de táxi ou até mesmo para aquele garçom que nunca está afim de papo, que nasci e cresci ao lado da Vila Belmiro.

    Tamanho orgulho tem explicação, e é lembrando algumas linhas sobre meu passado que todos poderão entender melhor ou até se identificar:

    – Mauro, por que você não torce para o São Paulo? Careca, Zé Teodoro, Mario Tilico... vai meu, quer esperar até quando pra ver seu time campeão?

    Refleti, confesso que refleti, mas consegui resistir firme e forte as provocações daquele amiguinho com minha camisa do Serginho Chulapa número nove costurada a mão que ganhei como prêmio por passar de ano no colégio.

    Meu irmão mais velho era daqueles que não entendia por que o jogador cobrava lateral com as mãos em um esporte que era famoso por ser jogado apenas com os pés. Ah, e adivinha para qual time minha mãe torcia... isso mesmo, o Brasil.

    Definitivamente, torcer foi algo que não aprendi dentro de casa, já que era comum vê-la preparando alguma coisa na cozinha durante os jogos da seleção em plena Copa do Mundo.

    Lembram daquele amiguinho? Pois é, alguns anos se passaram e lá vinha ele novamente com a mesma conversa:

    – Meu! Bi-Campeão do Mundo! Telê Santana! Raí, Muller, Cerezo...

    Resisti de novo, mas até que dessa vez não foi tão difícil como antes... também né, com a camisa novinha que tinha acabado de ganhar por ser um aluno exemplar... que São Paulo que nada! Agora minha camisa do Peixe era moderna, número plastificado, malha quadriculada, patrocínio da Coca-Cola e tudo mais.

    Contrariando todos os costumes da família, segui com minha paixão por futebol e causei diversas discussões por manter um pôster de um certo centroavante alvinegro colado atrás da porta do meu quarto... Segundo meu pai e o contrato de aluguel do imóvel, não era permitido sair furando as paredes nem pendurar nada que deixasse marcas.

    Todos os dias ao anoitecer e quando minha mãe fazia questão de lembrar meu nome em voz alta para todos os vizinhos, não me frustrava tão fácil e logo arrumava um jeito de jogar futebol sobre a mesa de jantar com botões feitos de tampa de relógio:

    – Seu Nelson, chegou mais celulóide?! (Celulóide era o nome das tais tampas de relógio).
    – Não, garoto... ainda são 7 da manhã. A relojoaria só abre às 8 horas e você já comprou todos ontem, esqueceu?

    Por várias vezes deixei de lanchar na escola para comprar jogo de botão. Abria mão de qualquer outra brincadeira para jogar ou praticar qualquer coisa relacionada a futebol. O dono daquele portão azul da minha rua que o diga: três-dentro três-fora, gol-a-gol, goleiro-linha, gol-caixote e até os “contras” contra as outras ruas do bairro eram disputados na porta do Seu... do Seu... me desculpem, mas não lembro o nome do tiozinho japonês que devia ter um acervo interminável de bolas “Dente de Leite” no quintal de casa.

    Minha camisa do Santos estava ficando apertada quando comprei meu primeiro jogo de botões oficiais do Peixe. Bastaram algumas partidas para nunca mais desperdiçar dinheiro com porcaria. Que graça tinha jogar com um time pronto? O bacana era confeccionar, pintar, lixar e principalmente “criar”.

    Coincidência ou não, algum tempo depois, criar seria exatamente minha obrigação vestindo a camisa número cinco da escolinha de futebol que ficava perto de casa. E foi nessa época que passei a tratar o esporte com mais seriedade.

    Estava ficando doente e cada vez mais louco por um clube que me fazia sofrer de culpa, quando vestia a camisa azul daquele time que mal pagava um lanche ao final dos jogos de domingo, que aliás, era a única recompensa por toda dedicação, mas que não supria a ausência do público familiar no alambrado.

    Eu era daqueles que morriam quando o tempo fechava por treinar em campos que mais pareciam piscina em dia de chuva, ou então aqueles que gritam “pênalti” quando alguém escorrega e cai na área de serviço.

    Por falar em área, como lateral, médio-volante ou coringa defensor, só costumava freqüentar a área quando o técnico me pedia, é claro, e a área de serviço todas as vezes que minha camisa do Santos estava pra lavar. Sabe como é né? Essas camisas mais novas bastam duas ou três lavadas e já ficam desbotadas.

    A peneira do Santos Futebol Clube estava aberta, e eu não me sentia muito preparado, embora já estivesse sendo aproveitado na Portuguesa Santista e jogando não mais em piscinas, mas agora em campos que pelo menos se pareciam com campos de futebol nas laterais e nas regiões próximas aos escanteios.

    Sabia que minha carreira na Portuguesinha da Baixada não teria muito futuro, já que eu matava aulas para ir aos treinamentos à tarde e porque tinha consciência de que era mais difícil driblar minha família do que os próprios adversários.

    Passei a noite que antecedia o grande teste no Santos em claro, ou melhor, em preto e branco, pois não tirei os olhos um minuto sequer daquele centroavante que estampava a porta do meu quarto e uma imensa satisfação por vestir aquela camisa alvinegra, na noite mais longa de toda minha vida.

    – Quem é centroavante aqui?
    Metade da garotada levantou a mão.
    – Quem é meio campo?
    Aguardei uns minutos e como quase toda a outra metade levantou também, desisti.
    –Quem é lateral esquerdo?
    Como só havia eu e mais um garoto, levantamos juntos.

    Triste ironia, além de todo o sono e das pernas tremendo, tive que disputar posição contra o futuro lateral do Corinthians. E mesmo assim, no final da peneira, quando achava que tinha perdido o duelo, aquele técnico que mais parecia general do exército me convidou para voltar no dia seguinte.

    Voltei um, dois, três, quatro dias depois, e já podia sentir o impagável orgulho de ser jogador do Santos. Sem contrato, sem benefícios, mas era.

    Eu voltava cansado pra casa todos os dias, não por correr trinta ou cinqüenta minutos sem parar, mas por carregar uma enorme pressão que eu mesmo tinha criado. Uma autocobrança por um sucesso insuportável que me consumia impiedosamente.

    Quando notei que a disputa por um lugar no time juvenil do Santos seria complicada, meu antigo técnico me ofereceu uma oportunidade no Mogi Mirim, com a condição de mudar de mala e cuia para o interior e morar em alojamento. Se já era difícil alguém em casa compreender meu amor por futebol, imagina convencer meu pai a autorizar minha viagem.

    Antes mesmo de cogitar esta possibilidade, voltando de um treino, não imaginava que aquela manhã cheia de ansiedade seria minha última lembrança como jogador amador do Santos quando cheguei em casa e fui recepcionado com um convite ao trabalho.

    Cresci em uma família humilde, eu sei, mas com 15 anos de idade era difícil entender a necessidade de trabalhar para ajudar à família voltar a comer camarão nos finais de semana, ou apenas para ajudar na minha formação como homem.

    A partir daí, passei a ter muita dificuldade para acordar no mesmo horário de sempre, nunca mais ganhei camisas do Santos por êxito na escola e nem todos aqueles motores de geladeira que tinha que carregar no novo emprego, conseguiam ser mais pesados que aquela antiga cobrança que infelizmente nunca mais iria sentir novamente.

    Levei alguns anos para assimilar a idéia de abrir mão do meu grande sonho, mas depois de algum tempo, percebi que só me restava então, torcer pelo clube que inexplicavelmente amava mais que todos os meus times de botões juntos.

    De lá pra cá, vi muitas coisas. Se não bastassem todos os anos de espera, todo o sofrimento e todos aqueles amigos chatos enchendo minha paciência, testemunhei meu Santos ser roubado dentro do Pacaembu na primeira final de campeonato que me lembro ter visto.

    Presenciei anjos de cabeça vermelha no mesmo gramado de Paulo Machado de Carvalho reverterem uma situação que parecia perdida no jogo mais espetacular que assisti até hoje.

    Vi um menino magrelo de São Vicente fazer coisas com a bola que pra mim só existiam nos filmes e trechos das jogadas do maior jogador do mundo.

    Notei que o jejum de títulos estava com seus dias contados quando comecei a me sentir grande perto daqueles que torciam para outros times.

    Pude zombar pela primeira vez de todos aqueles amigos são-paulinos, corintianos, palmeirenses que sempre questionavam minha camisa e passei a escolher melhor minhas amizades.

    Entendi o porquê toda aquela gente chegava à Praça da Independência no Gonzaga aos prantos, gritando, buzinando, e alguns ajoelhados como se estivessem pagando uma dívida ou uma promessa.

    Compreendi o porquê deste meu amor incondicional pelo Santos Futebol Clube quando percebi que meus olhos vermelhos não suportavam mais segurar as lágrimas que demoraram mais pra cair do que aquela maldita longa fila sem títulos.

    Obrigado Pelé, obrigado Coutinho, Zito, Clodoaldo, Mauro, Pepe, Pita, Serginho, Rodolfo, Giovanni, Diego, Robinho, Zé Roberto e... ah, como pude esquecer? Obrigado Paulinho. Obrigado por me fazer companhia naquela noite interminável e principalmente, obrigado por me ouvir.

  8. 11/04/2008

    Concorra a ingressos para Santos x Cúcuta.

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  9. 10/04/2008


    Una noche a bailar con el trio mexicano.

    Nem a presença do rei ontem no estádio Jalisco salvou a fatídica partida do Santos na Libertadores que só não levou mais de três, graças as boas defesas do hermano Fábio Costa.
    O amigo Everton Luiz comentou e com razão: três zagueiros não dá. Ainda mais quando você tem dois deles querendo disputar a mesma bola de cabeça.
    Sem excluir Fabão e o Betão, posso dizer que o Domingos fez sua pior partida no Santos. Tanto é que ainda no primeiro tempo já tinha um amarelo de tanto dar porrada, e foi substituido por Evaldo.
    O técnico Leão se equivocou em escalar o time no 5-3-2 e voltou a repetir o erro de deixar o Molina sozinho na criação tirando o Tabata para colocar mais um zagueiro. Me desculpem, mas sabendo da necessidade que o Chivas tinha em vencer a partida pra continuar sonhando em classificação, cinco atrás e num campo grande como o Jalisco, é pedir pra perder o jogo.
    Tudo bem que o Kléber ontem teve mais liberdade e foi o melhor do Santos voltando a marcar um belo gol de falta, mas não adianta sacar o Molina (que foi muito bem marcado), colocar mais um atacante e achar que criando uma ponte aérea defesa-ataque via chutão, o problema se resolve.
    Bom, como ontem faltou futebol, hoje me faltam palavras. Agora é decidir em casa contra o Cúcuta, que mesmo fora de casa e na altitude de Oruro, atropelou o saco de pancadas do San José.



  10. 08/04/2008

    Falem bem de mim ou falem mal,
    a verdade é que esse time incomoda geral.


    Em matéria publicada recentemente em uma famosa revista de entretenimento, vários cronistas esportivos deram suas opiniões sobre a hipótese do Rei Pelé ter vinte e poucos anos nos dias de hoje.
    Como não poderia deixar de ser, lucidamente a maioria concluiu que Pelé jogaria em algum clube milionário da europa e acertadamente, ninguém colocou o nome do Santos Futebol Clube na questão. Afinal, a suposição levantada pelo veículo abordava apenas o atleta Edson Arantes do Nascimento.
    Pois é, eu disse a maioria, não todos. Nem mesmo a própria revista, que tinha obrigação de ser imparcial, conseguiu se conter.



    E na edição deste mês, publica seu arrependimento.



    É amigos praianos… esse time incomoda, e não é pouco.
    Opinem! Santos sempre Santos.

Mauro McFly nasceu em Santos/SP há 30 anos e aos 16, largou as categorias de base do Santos F.C. para ser publicitário. Freqüentou as melhores escolas públicas da região e hoje coleciona passagens por importantes agências de propaganda entre Santos e São Paulo como diretor de arte. Em 2001, venceu o Prêmio Apple de Criatividade e um ano depois, foi escolhido para integrar a delegação nacional Young Creatives no Festival Internacional de Cannes na França.

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